- Location:Curitiba
- Mood:
cheerful
Ladrão de beijos
Te conheci roubando beijos das virgens:
Se pedisses ela negava
tu causavas nela vertigens.
Tu roubavas e quando ela ia para a briga:
fazer a maior cena
Abrias tua mala amiga
e tiravas um livro de poema.
Com a boca ainda cheia de beijos
e malícia na língtua
tu falavas não me xingua,
tava a maior delicia.
Você é irresistível
com um olhar irascível
foi muito impossível...
não te roubar...
era uma boquinha imperdível.
Pegavas a caneta e rabiscavas
muitos e muitos bbbbbbbbbbbbbbbbs
era também as iniciais do teu nome
e tua baba de homem...
Ela ainda meio tonta,
solta dos teus braços, cambaleava,
queria mais é ser roubada
de tudo bom que ela guardava
Tremendo pegava o livro,
tentava ler o poema, eram letras soltas na mão...
mas os olhos vagavam nos olhos do ladrão,
sem coração...
Te conheci roubando beijos,
sempre às pressas, com teus versos,
na mala cheia de processos,
advogavas causas diversas,
das tuas práticas secretas,
roubar beijos das virgens poetas...
E agora tão surpresa me encontro
penso no saldo que tenho na conta,
dos beijos que me roubastas...na época...
quero de volta meus beijos,
com juros correções e mora,
um balde cheio de desejo,
quero os meus beijos de volta agora!
noite de espera
A luz da sala vazia,
meus olhos em vela vigia
a qualquer momento,
salto como o vento
porque meus olhos
te queriam ver... mas não viam.
E te enlaço os braços,
com meu abraço
te afago o peito e minha solidão,
te afago com o concreto
das paredes de minha alma
com suas frestas de luz em vão.
Minha boca vazia te procura
no meu lençol que me evita
que me levita de paixão.
Depois de horas de labuta
na minha mente surge samambaias e grutas
florestas dormentes de um paraiso sem flor,
que me leva para outros cantos do mundo
e minuciosamente procuro a luz dos teus olhos,
no escuro de outra sala enorme...
procuro o doce do beijo,
a claridade do desejo
e contra o peito o bronze frio do tempo
adormece
e a alma se liberta da saudade que padece
Creio que morro sim e renasço
com o dia quando finalmente te vejo chegar
junto com os raios do sol de uma nova manhã!
(noite de espera - Maria Melo)
A luz da sala vazia,
meus olhos em vela vigia
a qualquer momento,
salto como o vento
porque meus olhos
te queriam ver... mas não viam.
E te enlaço os braços,
com meu abraço
te afago o peito e minha solidão,
te afago com o concreto
das paredes de minha alma
com suas frestas de luz em vão.
Minha boca vazia te procura
no meu lençol que me evita
que me levita de paixão.
Depois de horas de labuta
na minha mente surge samambaias e grutas
florestas dormentes de um paraiso sem flor,
que me leva para outros cantos do mundo
e minuciosamente procuro a luz dos teus olhos,
no escuro de outra sala enorme...
procuro o doce do beijo,
a claridade do desejo
e contra o peito o bronze frio do tempo
adormece
e a alma se liberta da saudade que padece
Creio que morro sim e renasço
com o dia quando finalmente te vejo chegar
junto com os raios do sol de uma nova manhã!
(noite de espera - Maria Melo)
drummond - Maria Melo
Há uma pedra brilhante
em copacabana beach
e a pedra se chama Drummond
que nas areias resiste.
Sempre de costas pro mar
com um olhar muito atento
conversa Drummond com o luar
comfabula Drummond com o vento.
Há no silêncio a distância
da sua rima desfeita
de uma ondina que dança
na rigidez do seu peito.
O mar versa
com o verso e a rima
conversa Drummond lá no mar
com as estrelas lá em cima.
Há uma pedra brilhante
em copacabana beach
e a pedra se chama Drummond
que nas areias resiste.
Sempre de costas pro mar
com um olhar muito atento
conversa Drummond com o luar
comfabula Drummond com o vento.
Há no silêncio a distância
da sua rima desfeita
de uma ondina que dança
na rigidez do seu peito.
O mar versa
com o verso e a rima
conversa Drummond lá no mar
com as estrelas lá em cima.
... to
prove certain types of alcoholic beverages.
prove certain types of alcoholic beverages.
Convocação geral às 19 horas para um inédita espionagem:
- Ás 19 horas o dia está claro... como andaremos secretamente,
em plena luz do dia...
Agentes alfa, beta, gama trocar os adesivos velhos dos carros novos:
onde está escrito CIA inverter as duas últimas letras: CAI
CIA: central de inteligência americana
CAI: companhia de arte internacional.
Um grande disfarce.
Usar cabeleiras artísticas consagradas:
estilo Elvis, Jackson, Einstein Joplin e tantas outras,
e tantas outras que preservam a identidade da cabeça...
a verdadeira juba do leão da floresta.
Atenção comparecer em 3 minutos...
em três minutos se pode fazer ou terminar de fazer quase tudo na vida.
A sala enche num instante:
Todos desejam ver a tal criatura misteriosa...
São só olhos e ouvidos especialíssimos em estranhezas e sutilezas...
As mãos, as luvas, as curvas, as turvas, as musas...
Os gênios afins, os sera fins, os tenores, os sopranos...
os dígitos, os dízimos, digitalíssimos e vitalíssimos.
Por fim afinadíssimos nos olhares, nos pensares e nos estares,
com sábia agilidade hão de perceber
a finíssima realidade que se apresentará
em segundos fraccionados milesimamente perfeitos no tempo e no espaço.
Certamente ninguém sabe e nem o chefe compreende
porque sempre que o agente de plantão dorme e ele dorme sempre
acorda com aquela estranha criatura sentada na praça.
Se o agente tem que vigiar não deve dormir
mas ele vacila, ora dorme, ora cochila.
Quando abre os olhos vê a aparição sentada no banco da praça,
mas nada conta... porque não admite que dorme...
Este novo agente entretanto,
secretissimamente secreto não sabe mentir,
sua lingua solta sempre cai da boca...
não guarda segredo, nem depois de morto se pode confiar nela.
Portanto é muito sincero, mostra tudo, tudo é claro
depende da sofisticação de cada equipamento, que é pessoal.
Estão prontos. Sim, em unissono! (uni sono)
A porta range: Um rangido que imita um rangido de verdade e
abre como se estivesse fechada.
Podem olhar por aqui e por ali, certamente estão vendo.
Há um banco na praça que fica no meio das árvores,
Igualmente há um banco de dinheiro que fica no meio
da bancada dos vagabundos que dão vistas às coisas do mundo.
Há um banco de sangue misturado com um banco de dados,
uma bancada de mestrados
uma banca de revista, fechada, ao lado.
Lá no banco da praça sentada está a criatura espionada,
Surpreendentemente aquilo que vocês estão vendo não é sua sombra:
A sombra está sempre grudada no corpo é uma
lei física da materia....
O que estamos vendo sentada na praça é a luz de um corpo,
inviolavelmente dele separada.
Quando o agente dorminhoco acordou...
a tal luz sentada olhava firmemente na direção dele:
Ele viu seus olhos virando e revirando de um lado para outro,
seus cabelos balançando com o vento...
Ele correu feito louco foi se esconder no hospicio
certamente o agente dorminhoco estáva exausto
de tanto ficar sem dormir ou de dormir
com a consciência pesada... porque tinha que ficar acordado.
No hospicio foi interrogado à carater:
verdadeiros e falsos psiquiatras e padres e beatas
mas ele preferiu não se lembrar e ficar curado.
Memória é história e história tem no mínimo dois lados.
O agente inteligente voltou ao trabalho rápido
e igualmente voltou a dormir durante a vigia
mas doravante dormia com um dos olhos apenas, o outro
acordado seria.
Ver a visão dos dois lados do espelho:
com um olho dormindo, o outro acordado.;
E vocês o que estão vendo... porque vendo estão.
A luz sentada no banco se movimenta como se tivesse músculo
e como se tivesse um vento que a balançasse como se balança a água no mar.
Disse um dos agentes que aquela luz sentada está solitária.
Obvio. Será que espera alguém...ou será que procura alguém.
Diz outro agente que a luz sentada está sem dinheiro
e fica na frente do banco, sonhando
com o carro forte...
Outro agente diz que a luz sentada quer conhecer
a multidão que passa por ela e ela própria,
assim pretende ela roubar o banco de dados,
junto com o banco de sangue!
As teorias são loucas, são muitas, são roucas...
Mas onde está o corpo da tal luz sentada na praça...
Isto é o enigma moderno... Onde está o corpo,
ninguém sabe...
será uma luz sem a tradicional e adorada matéria,
que escapou da lei da vela...
A luz ao que todos sabem está sentada na praça,
o corpo pode estar em qualquer parte,
se tiver um à parte.
Mas não é só Isso, o agente que enviaremos agora,
Vai você.. Elvis, e senta ao lado dela,
e nós olharemos daqui e ouviremos o que disser
o que será dito... Vai Elvis, bendito... diga...
Com a pureza absoluta da música e da criança.



